Água tem na carne, maionese é óleo

Name: Tânia

Saturday, January 30, 2010

Bangkok - porta de entrada do sudeste asiático

Após muitas horas de vôo finalmente chegamos em Bangkok. Logo na chegada, a imigração nos parou pois não havíamos carimbado nossos documentos de entrada no país no setor no serviço de saúde do aeroporto. Brasileiro não pode entrar sem vacinação contra febre amarela. A Chica estava sem sua carteira de vacinação, mas rapidamente explicamos que morávamos na Europa e, portanto, éramos limpinhos e nos deixaram passar. Já eram umas 11 da noite quando recuperamos nossas mochilas e fomos procurar um taxi para nos levar ao hotel. Éramos quatro pessoas e oito mochilas (quatro grandes e quatro pequenas) num taxi à gás. Ou seja, quase sem porta malas. Mas nada que a criatividade asiática não consiga dar um jeitinho. Rapidamente nossa motorista arrumou nossas mochilas grandes lado a lado no maleiro (cada uma metade pra dentro, metade pra fora), prendeu a porta aberta com um elástico daqueles de mala e saímos pela auto-estrada que leva à Bangkok; torcendo pra que as quatro chegassem até o hotel.

O hotel (reservado pela internet) ficava próximo à Khao San Road, lugar aconselhado pelo Lonely Planet para se hospedar. Trata-se de uma região cheia de bares e restaurantes cheios de turistas. Não, não eram restaurantes fofos ou com uma carinha bonitinha. Era bem deprê, com muita gente bêbada, ou simplesmente com cara de que estavam ali por semanas. Difícil de explicar, mas nossa primeira impressão de Bangkok não foi das melhores. Fizemos check in e saímos para comer alguma coisa. Não tivemos vontade de entrar em nenhum dos restaurantes e acabamos comendo um pad Thai na rua mesmo; sentadinhos na calçada. Estava ótimo!! O melhor Pad Thai da viagem!



Pad Thai:
300g rice noodles
3 eggs
1 tofu, cut into small pieces
1 tea spoon ground dried chilli
Vegetable oil
3 table spoons tamarind sauce (tamarind juice with palm sugar and salt)
50g Chinese leek leaves (chives)
1/2 cabbages
1/2kg bean sprouts
50g chopped pickled white raddish
1/2 cup ground roasted peanuts
1 tea spoon chopped garlic
lemon

1 - Heat some oil in a wok with low heat, add garlic until yellow. Add tofu and pickled raddish. Spreding beaten eggs in a thin layer over the wok. When seth, mix well with tofu and pickled raddish.
2 - Add rice noodles and use high heat. Put tamarind sauce and stir well. Add half of the bean sprouts, chives, ground peanuts and well stir fried.
3 - Remove to the plate and sprinkle with ground peanuts. Serve with bean sprouts, chives and a peace of lemon.

PS. Cópia exata da receita que aprendemos no curso (incluindo a peace of lemon). Uma coisa que notamos rapidinho é que, embora se virem bastante bem em inglês, os sudeste-asiáticos não costumam usar pronomes, artigos ou qualquer outra coisa supérflua. Uma frase com verbo, substantivo e adjetivo já é perfeitamnte compreensível, então pra que complicar?

PS. Esta receita não leva frango nem camarão, mas em geral você pode escolher entre tofu ou frango e sempre tem a opção de colocar uns micro camarões secos. Parece krill.

Sunday, January 24, 2010

Rumo à Ásia, dia -1

Pois é, ainda não consegui selecionar as fotos da viagem que são muitas. E quando eu digo muitas é porque elas são realmente muitas. Não, acho que ainda não fui suficientemente clara: elas são muitas até pra mim. Mas tudo tem a sua explicação: viajamos a quatro e com quatro máquinas. Ou seja, o número normal de fotos foi multiplicado por quatro. Ou quase, pois não tenho cópia das fotos da máquina da Chica (que deve coresponder na verdade a menos de um décimo do total de fotos, já que ela tem o bom senso que os outros três não têm). Mas enfim, gosto de ter muitas fotos e faria tudo de novo. Mas isso não torna mais fácil o trabalho de seleção. Sendo assim, resolvi ir colocando uma pequena amostra aqui no blog. Vou tentar fazer uma coisa organizada tipo cidade por cidade, com direito a comentários. Vamos ver no que dá.



Dia -1 - Mochilas prontas, vacinações feitas (hepatite A e febre tifóide, pois afinal vamos para um país "em desenvolvimento". Eca!!), remédio de malária na mala (todos os franceses disseram que era imperativo), outros mil remédios também na mala (lembrem, país "em desenvolvimento". Eca!!. Só pra diaréia tínhamos 3 diferentes, dependendo do grau. Todos comprados com receita médica, é claro) e lá fomos nós para o Charles de Gaulle. Foi lá que encontramos com o Julio e a Chica que vinham diretamente de Barcelona. Check in na Coréia Airlines, última comidinha francesa no aeroporto e lá vamos nós rumo a Seoul.




Pois é, fizemos Paris - Bangkok via Seoul. Pode não ser muito lógico, mas era barato. O fato é que o avião da Korea Airlines é ótimo!! Tem escova e dentes no banheiro!!! E as aeromoças realmente limparam o banheiro VÁRIAS vezes durante as nossas 12 horas de vôo. Incrível! Tivemos também direito à nossa primeira refeição asiática, em estilo Coreano. Não lembro o nome mas eram legumes cozidos e carne moída frios, sobre os quais colocávamos arroz quente, óleo de gergelim e molho de pimenta. Não sou fã de gergelim, mas descobri que o óleo pode ser muito bom. De acompanhamento tinha uma sopa de mar. Isso mesmo, era um potinho com alga onde acrescentávamos água fervendo. Parecia que você estava bebendo água do mar. Horrível! Enfim, a comida não era maravilhosa, mas foi nosso primeiro gostinho da Ásia.



O segundo gostinho foi descobrir que o aeroporto de Seoul porpõe atividades culturais enquanto você espera a sua conexão. Tivemos direito a uma sessão de trabalhos manuais.






Finalmente, partimos por mais seis horas de vôo até Bangkok. Resultado final: saída de Paris à noite (ou de Barcelona à tarde); chegada em Bangkok no dia seguinte, à noite.

Saturday, January 09, 2010

Curso de cozinha em Chiang Mai











Pois é, fizemos um curso e aprendemos um monte de coisas. Pena que meu estômago não pode nem sentir o cheiro de comida tailandesa. Quando será que eles vão fazer as pazes??

Thursday, December 31, 2009

Nao e so macaco que gosta de banana




Tuesday, October 20, 2009

Piquenique

Paris pra mim, entre outras coisas, é a terra do piquenique. No verão tudo é desculpa pra fazer um bom piquenique nas margens do Sena ou num dos vários parques da cidade. Desta vez a desculpa foi conhecer as blogueiras brasileiras em Paris. Devo confessar que achei bastante estranho a primeira vez que a Bel me falou deste piquenique. Afinal, não conhecia nem as blogueiras nem os blogs, mas por que não? Conhecer gente nova é sempre um prazer e além disso é preciso substituir os brasileiros que vão voltando pro Brasil. E assim fui eu pro Parc de Vincennes sem saber muito o que esperar do encontro e devo dizer que ele me surpreendeu. Como diriam os franceses: super sympa! Gostei muito de ter ido e espero que tenhamos outros eventos do gênero. Como lembrança deste pique-nique ficou um amigo oculto em que cada bogueira escreve um texto pro blog de uma outra.

Publico então aqui o texto da Mariana com quem infelizmente não tive a oportunidade de conversar muito. Ficará pro segundo evento.


"Confesso que enrolei tudo que pude para começar a escrever este texto. Não que eu não quisesse pensar no assunto, pelo contrario! Pensei tanto nisso que dei um no nas minhas idéias e travei a escrita. Mas vamos la que a hora é essa!

Minha historia com Paris começou em 2000, quando ja cansada das aulinhas de inglês, resolvi aprender o francês. Seis niveis e dois anosdepois coloquei na cabeça que queria vir pra ca, conhecer Paris e treinar o idioma. Assim, em janeiro de 2002 (em pleno inverno) fiz a minha estréia em terras francesas! Fiquei durante um mês, hospedada na casa de uma Madame peruésima e sua cadela yorkshire, Nanie.
Olha gente, vou ser sincera. Detestei tudo! Detestei o clima, destestei a frieza do povo, detestei ter caido na pista de patinação no gelo e batido a cabeça. Voltei ao Brasil decidida a nunca mais voltar. Nem para a aula de francês eu voltei. Durante um bom tempo continuei convicta que eu e Paris não combinavamos. Foi então que surgiu a oportunidade de participar de uma pesquisa que envolvia leituras e mais leituras em francês. Como eu me interessava pelo tema, la fui eu de volta para a sala de aula.
Terminado o projeto e a graduação, comecei a repensar meu desgosto. Comecei a reconsiderar a idéia de nunca mais voltar. Cheguei à conclusão de que valia à pena pelo menos tentar fazer o processo de seleção para o mestrado aqui, depois de tanto tempo estudando o francês. Pois eis que assim que acabou esse longo processo, eu descobri que estava gravida! Todos os planos tiveram de ser repensados e chegamos a decidir que não viriamos. Mas eis que, em seguida, recebemos a resposta positiva de três universidades aqui, eu tinha sido aceita!
E agora José? Depois de muito sofrer decidindo, eis que viemos, de mala, cuia e barriga de cinco meses de gravidez. Muitos disseram que era coragem, para não dizer que era loucura. Chegamos em setembro de 2008. Foi aqui que fiz todo o final do meu pré-natal, onde vivi todos os altos e baixos da gravidez, assim, sem familia por perto, sem amigos, sem o conforto de estar em casa. Em janeiro, novamente pleno inverno, nasceu a Sofia, nosso bebê, num grande hospital publico da cidade luz. Em função dessa experiência hors normes, eu vejo Paris com olhos de mãe: uma cidade cheia de carrinhos de bebê sofisticados, com diversos tipos de otimas creches publicas onde não ha vagas, onde existem incontaveis opções de lazer para crianças, e onde a saude publica - apesar de burocratica - é acessivel e funciona. Quando visitamos o Brasil, neste ano, me dei conta de como essa cidade tem uma infra-estrutura invejavel e de que aqui existem varios serviços em função da criança (educação, saude, lazer) que não existem no Brasil. Até o ônibus tem um lugar especifico para os carrinhos de bebê! Assim, entre momentos de satisfação e de saudade transbordante, o que sempre permanece é o fato de que Paris foi a cidade que escolhi para ter a minha filha. Isso não é pouca coisa. Apesar de todos os problemas que os estrangeiros enfrentam aqui so por serem estrangeiros, acredito que a infância dela pode ser mais rica aqui, entre as flores do Jardin de Plantes e as atividades do Parc de la Villette e outros tantos lugares convidativos que ainda temos a descobrir.
Apesar da imensa saudade de todos la no Brasil, é aqui que eu imagino nosso futuro. é aqui que eu gostaria que a minha pequena crescesse."


Mariana SCHMITZ
www.marianabresil.blogspot.com



Em seguida a corrente seguirá com meu texto no blog da Maíra e do Rafael, assim que eu me recuperar da viagem da qual cheguei ontem e conseguir escrever meu texto.

E ai vai a lista com todos os blogs que participaram do amigo oculto

SO ANA SO


Friday, October 09, 2009

Fantasmas na Notre Dame

Sunday, September 06, 2009

Tanio Zawierucha no Vale

Em 2006, quando vim pra Paris pra fazer o curso no Pasteur encontrei um polonês que, vendo meu sobrenome (Zaverucha) me perguntou qual era a minha origem.
- Sou brasileira, mas o nome tem origem ucraniana
- Você sabe o que significa?
- Me disseram que é tempestade de neve
- Pois é, em polonês é tempestade, mas se escreve zawierucha


*********************

Há dois anos atrás estive na polônia e reparei que muitas lojas tinham no letreiro: Tania

Ficamos discutindo, eu e minha irmã, o que seria Tania. Lavanderia? Papelaria? Era estranho pois as tais Tanias não vendiam sempre os mesmos artigos. O fato é que eu parecia bem popular na Cracóvia.

Um ano depois, no meio do ano passado, conheci uma polonesa e aproveitei pra perguntar-lhe:
- O que significa Tania em polonês?
- Ué, nada, é um nome.
- Mas várias lojas em Cracóvia tinham Tania no letreiro
- Ai, sei lá. Não signifca nada.

Enfim, continuei com a pergunta na minha cabeça.

Sexta passada fui recuperar meus resultados na máquina de PCR quantitativo (não, não vou explicar o que é isso. O importante é que é uma máquina usada por todo o departamento e que pra usar é preciso reservar colocando o seu nome numa agenda) e lá estava uma menina salvando os meus resultados pra poder colocar a placa dela na máquina. Trocamos uma ou duas palavras (em inglês) e ai ela me pergunta:
- Qual a sua nacionalidade? Pois eu vi na agenda que você se chama Tania e não é um nome francês.
- Sou brasileira, e você?
- Polonesa
(Eu não podia perder a oportunidade)
- Polonesa? Você pode me tirar uma dúvida? Qual o significado de Tania em polonês?
- Nada
(Ah, não!)
- Mas quando eu estive em Cracóvia vi várias lojas com Tania no letreiro
- Ah!!!! É Tanio. Significa barato.


Moral da história:
Sou uma tempestade no vale baratinha. Ou uma temspestade que vale 1,99